Na primeira década dos anos 2000, uma crise alimentar se abateu sobre o mundo todo, provocada pelo aumento do preço das commodities.

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Na primeira década dos anos 2000, uma crise alimentar se abateu sobre o mundo todo, provocada pelo aumento do preço das commodities.

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Uma das questões mais debatidas pela Sociologia é a da superação da pobreza e da fome. Esse é um campo em que a ciência da sociedade dialoga com as questões socioambientais, visto que a maior parte da produção de alimentos vem da agricultura, que é uma atividade econômica diretamente relacionada ao meio ambiente.
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As desigualdades sociais aparecem como algo a ser combatido nos discursos de líderes democráticos, de organismos internacionais e na nossa constituição. De acordo com o inciso III do artigo 3º da Constituição Federal de 1988, estão entre os objetivos da República Federativa do Brasil “erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais”.
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Karl Marx (Alemanha, 1818 a 1883) não era sociólogo, já que escreveu antes de Durkheim fundar a Sociologia. Ainda assim, ele influenciou muitos dos sociólogos que vieram depois dele e por isso é considerado um dos clássicos da Sociologia. Ele escreveu muitas obras em parceria com Friedrich Engels (Alemanha, 1820 a 1895), por isso muitas vezes os nomes dos dois autores são citados juntos.
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Max Weber (1864 a 1920) foi um importante intelectual e político alemão do século XIX. Além de economista e jurista, Weber é conhecido como um dos precursores da Sociologia, ao lado de Émile Durkheim e Karl Marx, sendo considerado um dos autores clássicos dessa ciência.
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Émile Durkheim (França, 1858 a 1917) é considerado fundador da Sociologia enquanto uma ciência autônoma e acadêmica, vindo a ser o primeiro professor universitário da disciplina. Foi ele o primeiro a delimitar um objeto e um método para a Sociologia (ou seja, aquilo que uma Ciência se propõe a estudar e a maneira que ela vai realizar esse estudo).
| Fonte da imagem: Portal Nova Escola. |
Vimos
anteriormente que a Ciência busca entender o mundo em que vivemos de maneira
racional, metódica, sistemática e crítica. Devido a sua vastidão, é impossível
que um único cientista estude todo esse mundo, que é ao mesmo tempo natural e
social. É por esse motivo que existem as especializações e as divisões da
Ciência. Cada grupo de cientistas elege uma parte da realidade para estudar, de
acordo com seus interesses e afinidades.
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Os seres humanos vivem em um mundo que é ao mesmo tempo natural e social, ou seja, é formado pela natureza e pelas pessoas. Para viver melhor nesse mundo, as pessoas precisam entender como ele funciona. O conhecimento é a ferramenta que nos ajuda a entender o mundo e ele é produzido de várias maneiras diferentes.
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A Sociologia passou a se preocupar com as questões ambientais a partir do momento que elas passaram a intervir diretamente na vida humana, tornando-se questões socioambientais, e motivaram a atuação de diversos movimentos sociais ambientalistas ao redor do mundo. Esses movimentos sociais denunciaram a relação entre a degradação ambiental e o desenvolvimento científico e tecnológico do capitalismo, relação essa que veio a ser comprovada pela Sociologia Ambiental.
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| Fonte da imagem: 123 Ecos |
Chamamos de questões socioambientais os discursos que relacionam a sociedade ao meio ambiente. Apesar dessa relação sempre existir, ela ganhou força a partir do momento em que ela se mostra problemática para toda a sociedade. É o que temos visto, por exemplo, em relação às consequências das queimadas provocadas pelo agronegócio.
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| Fonte da imagem: BBC News |
Os telejornais, os portais de notícias e as redes sociais têm trazido uma série de notícias sobre as várias queimadas que ocorrem em todo o Brasil. A fumaça que invade várias cidades, levando consigo problemas respiratórios para toda a população, a elevação da temperatura atmosférica e a redução do nível dos rios utilizados para o abastecimento de água das cidades brasileiras são algumas das consequências imediatas desse problema e impõem prejuízos a toda a sociedade. Isso faz com que as discussões sobre o meio ambiente se tornem cada vez mais importantes. Mas o que é meio ambiente?
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| Fonte da imagem: SSC |
Com tantas crises acontecendo, como o capitalismo se mantém de pé ainda hoje? Isso acontece devido ao que chamamos de reestruturação produtiva. Em cada período de crise, o capitalismo se reinventa para não desaparecer, modificando a organização da produção, as relações de trabalho e a forma com que os Estados atuam na economia. Por isso, dissemos que o capitalismo passa por ciclos de expansão e crises constantes. Vamos ver agora como o capitalismo se reinventou para enfrentar as crises citadas anteriormente.
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| Fonte da imagem: Brasil Escola |
Vimos anteriormente que o capitalismo é um sistema socioeconômico que tem como característica inerente a passagem por ciclos de expansão e crises. Esses ciclos acontecem pela influência de forças dentre as quais podemos destacar as inovações tecnológicas, as mudanças nas demandas dos consumidores, a implementação de políticas governamentais e, principalmente as crises econômicas.
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| Fonte da imagem: Mundo Educação |
Antes de começarmos, é importante definir o que é genocídio e o que é etnocídio. Genocídio é o extermínio deliberado de uma coletividade, seja ela uma comunidade, um grupo étnico-racial, um grupo religioso, dentre outros. O genocídio envolve a eliminação física dos membros dessa coletividade, em partes ou totalmente. Os Aimorés, indígenas comumente conhecidos como Botocudos, habitavam a região de Ilhéus, na Bahia, e o estado do Espírito Santo. Eles foram extintos dada a violência do massacre imposto pelos colonizadores europeus aos povos originários. O etnocídio, por sua vez, é a eliminação da cultura de uma coletividade. É a forma de extinguir simbolicamente o grupo, sem a destruição física de seus membros. Por muito tempo, as línguas indígenas foram proibidas no Brasil, o que fez com que, atualmente, muitos grupos não falem mais sua língua original, como os Tupinikins do Espírito Santo. Isso é o resultado da tentativa da destruição da cultura indígena em nosso país.
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| Fonte da imagem: Articulação dos Povos Indígenas do Brasil |
Quando pensamos nos povos que vivem no Brasil desde antes da chegada dos portugueses, pensamos na figura do “índio”. Essa visão é influenciada pela representação homogeneizante dos povos indígenas contida nos livros didáticos mais antigos e naquela trazida pela mídia. Imaginamos que o “índio” é aquele que habita as matas, vive em ocas não usa roupas, pinta o corpo, enfeita-se com penas e caça com arco e flecha. Porém, essa imagem apaga toda a diversidade existente entre os vários povos indígenas que vivem em nosso país.
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| Fonte da imagem: Wikipedia |
Nos anos 1990, uma nova teoria do desenvolvimento foi elaborada, para confrontar perspectivas segundo as quais os países subdesenvolvidos deveriam seguir os mesmos passos dos países desenvolvidos para alcançarem o desenvolvimento. Trata-se da Economia Política Institucional, ou a Economia Política Histórico-Institucional, que tem como um de seus principais formuladores o economista sul-coreano chamado Ha-Joon Chang (1963 – ).
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| Fonte da imagem: Forbes |
A perspectiva de Gilberto Freyre influenciou a maneira com que brasileiros e estrangeiros passaram a enxergar as relações raciais no Brasil. Ela favoreceu as conclusões segundo as quais não há racismo em nosso país, as relações entre negros e brancos são pacíficas e harmoniosas entre nós, os negros não sofrem prejuízos devido ao seu pertencimento racial e a nossa sociedade favorece a ascensão de pretos e pardos. Chamamos essas conclusões de mito da democracia racial. Apesar do autor nunca ter usado essa expressão em sua obra, ele fomentou por meio dela esse tipo de pensamento.
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| Fonte da imagem: Universidade Federal Fluminense |
A década de 1930 foi um período importante para a formação da identidade nacional. O Governo Brasileiro, sob o comando de Getúlio Vargas, trabalhou ativamente na elaboração de uma nova representação do país e na delimitação da identidade e da cultura brasileiras. Nesse contexto, Gilberto Freyre (1900 – 1987), sociólogo e antropólogo pernambucano, escreveu o livro Casa-Grande e Senzala, oferecendo uma nova interpretação da nossa história.
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| Fonte da imagem: Diário de Pernambuco |
Entre o final do séc. XIX e a metade do séc. XX, vigorou na ciência mundial duas perspectivas que entendiam as características dos grupos humanos e a relação entre esses grupos a partir de demarcadores vistos como provenientes da natureza. Tratavam-se do determinismo geográfico e do determinismo biológico.
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| Fonte da imagem: Lavra Palavra |
Na década de 1970, no contexto da Guerra Fria, o sociólogo estadunidense chamado Immanuel Wallerstein (1930 – 2019) desenvolveu a Teoria do Sistema-Mundo para oferecer uma nova interpretação sobre o capitalismo e suas dinâmicas. Para tanto, o autor utilizou alguns conceitos marxistas em sua obra.
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| Fonte da imagem: Jacobina |