quinta-feira, 25 de julho de 2024

As Crises do Capitalismo e a Reestruturação Produtiva: O Enfrentamento aos Efeitos Perversos das Crises do Capital

Com tantas crises acontecendo, como o capitalismo se mantém de pé ainda hoje? Isso acontece devido ao que chamamos de reestruturação produtiva. Em cada período de crise, o capitalismo se reinventa para não desaparecer, modificando a organização da produção, as relações de trabalho e a forma com que os Estados atuam na economia. Por isso, dissemos que o capitalismo passa por ciclos de expansão e crises constantes. Vamos ver agora como o capitalismo se reinventou para enfrentar as crises citadas anteriormente.

Fonte da imagem: Brasil Escola

As Crises do Capitalismo e a Reestruturação Produtiva: As Principais Crises do Capital nos Séculos XX e XXI

Vimos anteriormente que o capitalismo é um sistema socioeconômico que tem como característica inerente a passagem por ciclos de expansão e crises. Esses ciclos acontecem pela influência de forças dentre as quais podemos destacar as inovações tecnológicas, as mudanças nas demandas dos consumidores, a implementação de políticas governamentais e, principalmente as crises econômicas.

Fonte da imagem: Mundo Educação

terça-feira, 23 de julho de 2024

O Genocídio e o Etnocídio Indígena ao Longo da História

Antes de começarmos, é importante definir o que é genocídio e o que é etnocídio. Genocídio é o extermínio deliberado de uma coletividade, seja ela uma comunidade, um grupo étnico-racial, um grupo religioso, dentre outros. O genocídio envolve a eliminação física dos membros dessa coletividade, em partes ou totalmente. Os Aimorés, indígenas comumente conhecidos como Botocudos, habitavam a região de Ilhéus, na Bahia, e o estado do Espírito Santo. Eles foram extintos dada a violência do massacre imposto pelos colonizadores europeus aos povos originários. O etnocídio, por sua vez, é a eliminação da cultura de uma coletividade. É a forma de extinguir simbolicamente o grupo, sem a destruição física de seus membros. Por muito tempo, as línguas indígenas foram proibidas no Brasil, o que fez com que, atualmente, muitos grupos não falem mais sua língua original, como os Tupinikins do Espírito Santo. Isso é o resultado da tentativa da destruição da cultura indígena em nosso país.

Fonte da imagem: Articulação dos Povos Indígenas do Brasil

quinta-feira, 18 de julho de 2024

Uma Introdução ao Estudo Sobre os Povos Indígenas do Brasil

Quando pensamos nos povos que vivem no Brasil desde antes da chegada dos portugueses, pensamos na figura do “índio”. Essa visão é influenciada pela representação homogeneizante dos povos indígenas contida nos livros didáticos mais antigos e naquela trazida pela mídia. Imaginamos que o “índio” é aquele que habita as matas, vive em ocas não usa roupas, pinta o corpo, enfeita-se com penas e caça com arco e flecha. Porém, essa imagem apaga toda a diversidade existente entre os vários povos indígenas que vivem em nosso país.

Fonte da imagem: Wikipedia

quinta-feira, 4 de julho de 2024

Sociologia e Desenvolvimento: A Economia Política Histórico-Institucional

Nos anos 1990, uma nova teoria do desenvolvimento foi elaborada, para confrontar perspectivas segundo as quais os países subdesenvolvidos deveriam seguir os mesmos passos dos países desenvolvidos para alcançarem o desenvolvimento. Trata-se da Economia Política Institucional, ou a Economia Política Histórico-Institucional, que tem como um de seus principais formuladores o economista sul-coreano chamado Ha-Joon Chang (1963 – ).

Fonte da imagem: Forbes

quarta-feira, 12 de junho de 2024

O Mito da Democracia Racial

A perspectiva de Gilberto Freyre influenciou a maneira com que brasileiros e estrangeiros passaram a enxergar as relações raciais no Brasil. Ela favoreceu as conclusões segundo as quais não há racismo em nosso país, as relações entre negros e brancos são pacíficas e harmoniosas entre nós, os negros não sofrem prejuízos devido ao seu pertencimento racial e a nossa sociedade favorece a ascensão de pretos e pardos. Chamamos essas conclusões de mito da democracia racial. Apesar do autor nunca ter usado essa expressão em sua obra, ele fomentou por meio dela esse tipo de pensamento.

Fonte da imagem: Universidade Federal Fluminense

A Teoria da Democracia Racial

A década de 1930 foi um período importante para a formação da identidade nacional. O Governo Brasileiro, sob o comando de Getúlio Vargas, trabalhou ativamente na elaboração de uma nova representação do país e na delimitação da identidade e da cultura brasileiras. Nesse contexto, Gilberto Freyre (1900 – 1987), sociólogo e antropólogo pernambucano, escreveu o livro Casa-Grande e Senzala, oferecendo uma nova interpretação da nossa história.

Fonte da imagem: Diário de Pernambuco

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